O que é DIU?
Primeiramente, a sigla DIU significa Dispositivo Intrauterino. Trata-se de um pequeno objeto em formato de T ou ômega (a depender do modelo) que a ginecologista insere dentro do útero. Dessa forma, ele promove uma anticoncepção reversível e de longa duração para a paciente. Além disso, vale destacar que o DIU possui uma ação pré-concepção. Isso significa que o método apenas altera a capacidade dos espermatozoides para a fecundação e, portanto, ninguém deve considerá-lo abortivo.
E por que eles são mais eficientes que a pílula?
Certamente, a principal razão é a praticidade. Para que o DIU apresente o efeito anticoncepcional desejado, ele só precisa estar bem locado dentro do útero, não precisa lembrar de tomar ou usar algum outro tipo de medicação.
Duração
Normalmente, a proteção oferecida dura três, cinco ou dez anos, dependendo exclusivamente do modelo que você escolher. No entanto, a médica pode retirá-lo a qualquer momento no consultório se você decidir por tal.
Tipos de DIU
Atualmente, dividimos as opções em dois grandes grupos: o hormonal e o livre de hormônios.
- DIU sem hormônios (DIU de Cobre e DIU de Cobre e Prata): Existem alguns modelos específicos que podem durar três, cinco ou dez anos. Com toda a certeza, eles trazem a vantagem de não alterar a frequência do seu ciclo menstrual. Por outro lado, cerca de 20% a 25% das usuárias podem notar um aumento temporário no fluxo menstrual e nas cólicas. Felizmente, a maioria das pacientes contorna essa situação facilmente com o uso de anti-inflamatórios orientados pela médica.
- DIU Hormonal — também conhecido como SIU (Sistema Intrauterino): Este dispositivo libera uma quantidade controlada de um tipo de progesterona (Levonorgestrel). Consequentemente, o hormônio modifica o muco do colo do útero e diminui a espessura do endométrio, impedindo a passagem dos espermatozoides. De fato, essa categoria de DIU reduz o volume do sangramento em até 90% após um ano de uso, assim como também diminui significativamente as cólicas menstruais. Todavia, algumas usuárias específicas podem apresentar um aumento da acne ou uma piora da alopecia androgenética (queda de cabelo).
Um ponto importante para lembrar é que nenhum dos DIUs altera a sua ovulação, tanto o de cobre quanto o hormonal. Desse modo, a paciente ainda pode apresentar sintomas de TPM (tensão pré-menstrual), cistos ovarianos funcionais e alterações naturais no muco do colo do útero nessa época do mês.
Benefícios
- Eficácia extremamente alta (superando a pílula e a camisinha no uso real);
- Não requer a lembrança diária ou semanal de usar o método;
- Excelente alternativa à esterilização cirúrgica (laqueadura);
- Longa duração de proteção;
- Apresenta pouquíssimas contraindicações clínicas;
- Custo reduzido a longo prazo;
- Totalmente reversível.
Existe risco de expulsão do DIU?
Sim, embora esse risco seja muito baixo. De maneira geral, a expulsão pode ocorrer principalmente nos primeiros meses após a colocação. No entanto, a taxa de expulsão atinge menos de 5% das pacientes, independentemente do tipo de DIU escolhido ou do número de filhos que você teve.
Mas se é um método tão bom, por que poucas pessoas usam?
Ao redor do mundo, as mulheres utilizam muito este método contraceptivo. Porém, no Brasil, a população ainda replica alguns mitos antigos acerca do DIU. Vamos desmistificar os principais:
- Medo da dor na inserção: Na verdade, o procedimento de inserção médica ocorre de forma rápida e simples. Além disso, nós podemos contornar o desconforto com medicações prévias. Da mesma forma, existe a possibilidade de realizar a inserção em centro cirúrgico sob sedação leve, garantindo total conforto.
- Só pode ser colocado no período menstrual: Isto é um mito. Na realidade, a ginecologista pode inseri-lo em qualquer época do ciclo menstrual. A única exigência técnica é ter a certeza absoluta de que a paciente não está grávida.
- Quem não teve filhos não pode usar DIU: Mulheres que nunca engravidaram podem usar o DIU com total tranquilidade. O único cuidado prévio exige que a médica avalie se o útero possui 6 ou mais centímetros de comprimento (compatível com o tamanho do dispositivo). Por isso, realizamos essa medição física com um instrumento chamado histerômetro antes da inserção.
Quais são as contraindicações?
Apenas em cenários muito específicos o método não é recomendado, como em casos de gravidez confirmada, infecção ativa no útero (doença inflamatória pélvica), sangramento vaginal de causa desconhecida ou má-formação uterina anatômica grave.
E como ele é colocado?
A ginecologista realiza a inserção do DIU de forma segura no próprio consultório ou, se a paciente preferir, em ambiente de centro cirúrgico sob sedação.
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